terça-feira, 24 de maio de 2011

O tempo é agora


Assisti o Frederic Jameson ontem na abertura do Fronteiras do Pensamento. Entre as muitas questões que ele colocou à platéia atenta, no Salão de Atos da UFRGS, uma foi comigo pra casa.

Nunca uma geração esteve tão ligada ao presente, não há mais vanguardas e utopias. O passado desapareceu e o corpo se tonou a instância mais importante e durável para o indivíduo.

É o efêmero, que pautou o discurso de Jameson e deverá estar presente em muitas palestras que assistiremos no Fronteiras este ano. Iniciamos a viagem de reflexões sobre a socidade do ritmo, do líquido, e do anônimo.

Costumo discordar das pessoas que cultuam o passado em demasia, não gosto de avaliar as relações desta geração com os referencias das que passaram. Não acho que estamos piores, nem melhores, apenas andamos.

O que me pareceu mais claro ainda, depois de ouvir Jameson, é que realmente vivemos um momento de alguns descompassos. Como ele disse, enquanto na política ainda queremos conquistar territórios, para o indivíduo não importa mais o espaço, o tempo é agora. É preciso muitos ajustes...