

Era uma vez duas amigas que se conheceram muito cedo, ainda meninas, no tempo das brincadeiras de esconde-esconde, pega-pega, patins e bicicleta.
Uma era gordinha e falante e a outra magrinha e bem mais quieta.
Depois, ainda juntas, saíram das águas tranqüilas da infância para enfrentar as turbulências da adolescência.
Picharam muros, trocaram roupas, amaram sem serem correspondidas e choraram. Comemoraram o primeiro beijo a primeira transa. Viajaram pra perto, sem sair de casa... E pra longe com pouco dinheiro no bolso e muita disposição.
Um dia uma das amigas, aquela que falava demais, olhou para o lado e não encontrou sua companheira com quem havia dividido boa parte da vida.
No lugar estava outra pessoa, totalmente desconhecida, que tinha uma certa crítica no olhar. A menina que sempre escutou agora queria falar e ser ouvida.
A outra então se calou por muito tempo, sem aceitar que a amiga não precisava mais da sua voz, pois tinha encontrado a própria maneira de dizer as coisas.
Então vieram os filhos e novas experiências a serem compartilhadas. As duas meninas que outrora enfrentaram seus pais e tatuaram o corpo, tornaram-se mães zelosas.
Este ano aquela que falava demais voltou a reconhecer nos olhos da amiga a menina com quem dividiu os melhores anos da sua vida e sentiu-se acolhida.
Ela ainda fala bastante, mas apreendeu a ouvir. Ainda bem, porque aquela magrinha, meio tímida, do início da história, tornou-se uma mulher cheia de sabedoria e ouvi-la faz bem pra alma e pro coração de todos que estão a sua volta.
Uma era gordinha e falante e a outra magrinha e bem mais quieta.
Depois, ainda juntas, saíram das águas tranqüilas da infância para enfrentar as turbulências da adolescência.
Picharam muros, trocaram roupas, amaram sem serem correspondidas e choraram. Comemoraram o primeiro beijo a primeira transa. Viajaram pra perto, sem sair de casa... E pra longe com pouco dinheiro no bolso e muita disposição.
Um dia uma das amigas, aquela que falava demais, olhou para o lado e não encontrou sua companheira com quem havia dividido boa parte da vida.
No lugar estava outra pessoa, totalmente desconhecida, que tinha uma certa crítica no olhar. A menina que sempre escutou agora queria falar e ser ouvida.
A outra então se calou por muito tempo, sem aceitar que a amiga não precisava mais da sua voz, pois tinha encontrado a própria maneira de dizer as coisas.
Então vieram os filhos e novas experiências a serem compartilhadas. As duas meninas que outrora enfrentaram seus pais e tatuaram o corpo, tornaram-se mães zelosas.
Este ano aquela que falava demais voltou a reconhecer nos olhos da amiga a menina com quem dividiu os melhores anos da sua vida e sentiu-se acolhida.
Ela ainda fala bastante, mas apreendeu a ouvir. Ainda bem, porque aquela magrinha, meio tímida, do início da história, tornou-se uma mulher cheia de sabedoria e ouvi-la faz bem pra alma e pro coração de todos que estão a sua volta.

