segunda-feira, 31 de março de 2008

Reencontro




Era uma vez duas amigas que se conheceram muito cedo, ainda meninas, no tempo das brincadeiras de esconde-esconde, pega-pega, patins e bicicleta.

Uma era gordinha e falante e a outra magrinha e bem mais quieta.
Depois, ainda juntas, saíram das águas tranqüilas da infância para enfrentar as turbulências da adolescência.

Picharam muros, trocaram roupas, amaram sem serem correspondidas e choraram. Comemoraram o primeiro beijo a primeira transa. Viajaram pra perto, sem sair de casa... E pra longe com pouco dinheiro no bolso e muita disposição.

Um dia uma das amigas, aquela que falava demais, olhou para o lado e não encontrou sua companheira com quem havia dividido boa parte da vida.

No lugar estava outra pessoa, totalmente desconhecida, que tinha uma certa crítica no olhar. A menina que sempre escutou agora queria falar e ser ouvida.

A outra então se calou por muito tempo, sem aceitar que a amiga não precisava mais da sua voz, pois tinha encontrado a própria maneira de dizer as coisas.

Então vieram os filhos e novas experiências a serem compartilhadas. As duas meninas que outrora enfrentaram seus pais e tatuaram o corpo, tornaram-se mães zelosas.

Este ano aquela que falava demais voltou a reconhecer nos olhos da amiga a menina com quem dividiu os melhores anos da sua vida e sentiu-se acolhida.

Ela ainda fala bastante, mas apreendeu a ouvir. Ainda bem, porque aquela magrinha, meio tímida, do início da história, tornou-se uma mulher cheia de sabedoria e ouvi-la faz bem pra alma e pro coração de todos que estão a sua volta.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Puts, virei tiete...


Desde de pequena sempre fui dada a paixões tietes. Nada grave. Nunca cheguei a montar fã-clubes, mas apaixonei-me por professores, por exemplo. No colégio, cursinho pré-vestibular e já na faculdade.

Depois foi o instrutor da auto-escola. Pensem bem, o cara que te dá segurança naqueles primeiros dias ao volante tem seu valor! Principalmente se ele não é pai ou o irmão mais velho, que te chama de estúpida a cada apagada do carro.

Acontece que esta fase de tiete até tinha passado depois do casamento, filhos e outras distrações. Mas de repente alguma coisa me levou de volta ao mundo da fantasia, talvez algumas pequenas frustrações no campo afetivo. Assim posso imaginar que o Wagner Moura é realmente o cara mais interessante da face da terra e por isso, mereceria um fã clube, do qual eu deveria, inclusive, ser integrante. Além de ótimo no que faz, ele é adequado, fofo e engajado politicamente, sem ser chato.
Pronto virei tiete.

Sempre tem o risco dele bater na esposa, como o Kadu Moliterno. Porque até aquele episódio em que ele deu um soco na cara da mulher em pleno trânsito, qualquer uma poderia citá-lo como um exemplo de homem.

Bom, enquanto nenhum paparazzi pegar comportamentos suspeitos do Wagner, ele é meu ídolo. Assim entro em zona de segurança. Fico livre de frustrações com homens desinteressantes e assuntos repetitivos.